Um dia abrimos uma caixinha nos stories e uma mãe perguntou como lidamos com a vergonha da mamãe no momento do parto.
A resposta é simples: eu retrato de forma muito discreta. Meu cuidado é estar ali sem interferir no momento, sem atrapalhar a equipe e sem tirar o foco do que realmente importa.

Depois disso, duas mães responderam dizendo algo muito parecido: que praticamente não perceberam a minha presença durante o parto.
Uma delas contou que só se lembra de mim no momento da despedida, quando fui parabenizar a família. A outra disse que mal lembrava de mim na sala, e que as fotos eram a maior prova de que eu estava ali. Até uma doula, que também estava presente e trabalhando em umm parto que fotografei, comentou sobre como minha presença era discreta.

E é exatamente assim que a fotografia de nascimento deve acontecer: com respeito, cuidado e sensibilidade. O papel da fotógrafa não é interferir, mas registrar tudo de forma leve e quase invisível.
Por isso, não: a fotógrafa não atrapalha a equipe médica. Quando esse trabalho é feito com responsabilidade, ele acontece de maneira natural, respeitosa e sem invadir o momento.
Por Magali Lansing, fotógrafa do Alba estúdio.